De certeza que muitos de nós, após uma situação que nos trouxe algum infortúnio já fomos aconselhados pela brilhante pérola de sabedoria popular “Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti.”, normalmente acompanhada pelo dedo acusador como se em qualquer situação a culpa fosse nossa.
Ora essa pérola é daquelas com as quais não podia estar em maior desacordo. Agora perguntam vocês, “mas skizo, seu australopiteco futurista, que queres dizer com isso?”
E eu respondo, que essa frase implica a não-reacção (sim, com cç porque ai de mim que adira ao Acordo Ortográfico, que apanhei muita reguada para aprender a escrever assim e não vou voltar atrás à minha riquíssima Lingua Portuguesa) e ao ‘deixa-te estar quieto’ de se eu não chatear ninguém, ninguém me chateia. Se eu não lhe fizer isto ele também não mo vãi fazer a mim. E para mim isso é por-nos a um canto da sala virados para a parede.
Eu cá sou apologista do “Faz aos outros aquilo que queres que te façam a ti.” Porque eu quero que me tratem bem então trato bem os outros, faço com que isso aconteça, dou um passo em frente a uma relação melhor com o próximo. É algo mais activo que não implica esperar que não me façam mal. Então faço eu bem.
Infelizmente não pensa toda a gente assim. Então, pura e simplesmente, fazem mal. Sem consequências.